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Archive for março \25\UTC 2014

The old switcheroo

Depois da tormente vem a bonança? Difícil dizer, em alguns momentos só de não haver tormentas já ficamos gratos. Mas tormentas não tendo, não significa que navegamos em aguas calmas.

Tempos complicados, comportamentos inconsequentes, impactos imprevisíveis e mudanças. Isso pq não tenho tantos cenários para agir.

E as coisas mudaram, na verdade se inverteram. Eis o switchero, a situação que era minha agora é comigo. Deveria reclamar? Na verdade não, em teoria a possibilidade já existia, apenas um escolhia não a utilizar, agora se reserva ao direito de. Eu, por outro lado, me reservei ao direitp de não. Engraçado como uma situação que dá a certeza a uma parte tira a certeza da outra.

E corre-se o risco de virar um círculo vicioso. Um faz, o outro faz por isso, e o outra refaz por quebo outro fez e no final nada dá certo. Por isso permaneço na minha escolha, no médio ou longo prazo valerá a pena, independente do resultado. Sustentar suas escolhas é algo importante.

Também não posso, em teoria, criticar essa “nova” situação, alias, se eu fizesse me chamariam de hipócrita (oi, td bem com vc?)e não gosto muito de hipocrisia. Claro que não me deixa nada contente e, obvio, me leva a uma pequena insegurança, mas, já que eu tive essa oportunidade, que ele a tenha também, caso escolha, e que ela demosntre o que realmente se quer.

É como se fosse um jogo, uma dança. Porém, em diversas das vezes, a letra e a música não são as mesmas. Cante-se algo que a música não acompanha, toca-se algo que a letra não combina. Discursos e ações contraditórios ou, até mesmo, opostos. É complicado, mas me faz pensar e, o que eu poderia pedir mais do que pensar? Discutir, claro, mas existem chances para isso também.

Enfim, nenhuma situação é eterna, nada permanece da mesma forma. Para uns o futuro já está escrito, para mim sou eu que o escrevo. Sei o que quero, só resta uma retomada de uma decisão que já havia sido feita.

De qualquer forma, a vida as vezes parece aquela música dos tribalistas, só que adaptada.

De resto? De resto tá tudo bem. Tamu ae na relatividade.

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Dizem que Julio Cesar, ao ser assinado, ao perceber que um de.seus melhores amigos participava ativamente de sua morte disse “Et tu, Brute?”

A frase, na verdade, esta na peça de mesmo nome, escrita por Shakespeare e acabou representando até hoje uma grande traição. Até tu, Brutos é o que dizemos quando somos traídos pelos nossos amigos.

E foi isso o que ocorreu hoje.

Um amigo, acreditando estar me protegendo, agiu de forma a me prejudicar muito. Apesar do que ele disse, não posso deixar de pensar que tudo foi feito apenas como uma forma de ganhar uma discussão, mostrar que eu estava errado. Nunca fui e nunca serei contra discussões e formas de provar que teorias e hipoteses sejam testadas. Porém, não quando isso mexe com os sentimentos, e foi o que ocorreu.

Ao agir de forma a fazer um teste, ele não apenas fez com que um argumento pudesse ser eventualmente vencido, mas também fez com que diferentes questões surgissem, mesmo que não fossem necessarias. Também, de certa forma, esse teste fez com que todo um processo, que estava indo muito bem, fosse alterado de forma a não ser possível prever o que irá ocorrer. Por fim, esse teste significou nada mais do que uma traição, já que foi feito sem meu consentimento, sem que eu soubesse e foi usado em um momento totalmente inadequado.

E claro, tudo ocorre contra mim. E o show que isso vira, tão triste para quem assiste.

Será absurdamente horrível se a situação não for resolvida. Não posso aceitar perder algo assim pela atitude inconsequente de outros. Não queria que isso ocorresse.

De um lado, saber do teste faz sim que dúvidas apareçam, por outro, nada que seja contra o que ocorre ocorreu, entra-se na questão da possibilidade. Não há problemas nisso, claro que não seria algo que me agrada, mas é a situação atual. O timming também não foi o melhor, a questão principal é o timming mesmo.

Agora, há todo um suspense, um processo, discussões e o que virá depois? O que fica e o que vai?

A minha escolha não muda, da.certa forma sempre foi a mesma.

Quando você não pode confiar nem em seus amigos, não estaria você só de qualquer forma?

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Ou nunca antes na história desse país, parte II.

É tudo uma questão de escolha, não? Já havia discutido isto em outros post, achei que havia feito escolhas, que havia escolhido a cada determinada vez. Mas agora foi possível ver como realmente fiz uma escolha.

O resumo da ópera: um não-relacionamento, possibilidade de conhecer outras pessoas, escolha de permanecer com um a cada fds. Em paralelo: oportunidades aparecendo a cada dia e a escolha de não as aproveitar – ou sim – sendo feitas.

Até que finalmente houve um confronto. Eu contra eu mesmo, honestidade x continuidade, bonzinho x canalha.

Surge a oportunidade de conhecer alguém que corresponderia, inicialmente apenas em nível estetico, a todas as expectativas. Pq nao aceitar a oportunidade? Ela aceita, continuar sognificaria não ser honesto com outro. Não ser honesto representaria a possibilidade de ter satisfação.

O que fazer? Deixar acontecer e, caso a situação viesse a mudar, de algum lado, discutir e explicar tudo? Mas isso, ao meu ver, causaria dor para qualquer lado e, do lado um ainda permitiria que houvesse a crítica de que a culpa seria minha. Do lado outro, além da dor seria considerado um canalha.

Mas quem nunca foi canalha uma vez ou outra? Tenho certeza que devo ter sido, mesmo que eu não possa apontar necessariamente um caso em particular. Mas a verdade é que eu sempre pensei nos outros, mesmo qnd o erro foi cometido, ainda assim pensei. E dessa vez não foi diferente.

Tinha eu a escolha de considerar as coisas como “são” e deixar tudo rolar, sem me preocupar com eventuais consequências ou ver as coisas como parecem e mitigar qualquer efeito negativo futuro.

Escolhi ver as coisas como parecem e causar chateação e decepção agora a causar dor em um futuro próximo. Essa escolha representou, de forma muito clara, perder a chance de ficar com um tipo de pessoa que sempre quis em favor de uma esperança de um relacionamento. Cabe dizer também que foi uma escolha entre o tipo de relacionamento que sempre tive contra o tipo que não, e que pode, por isso, ser interessante.

Nunca tive que ter feito uma escolha assim. Nunca tive que, diretamente e de forma clara, indicar a impossibilidade de manter um contato. E isso não me fez sentir bem, se fosse em uma balada esse fato seria um ego boost, neste caso não.

Não sei se fiz a escolha certa, só posso esperar que sim. De certa.forma a escolha foi feita também a partir da percepção de que um havia demonstrado preocupação (não é a palavra adequada, mas enfim).

De qualquer forma, decisões devem ser feitas, por mais duras que possam ser e mesmo havendo consequências nem sempre agradáveis. Fiz uma escolha e em breve terei que fazer outra.

Caso as coisas não deem certo, é bom saber que apesar de tudo parece haver uma pequena janela entreaberta.

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Eu devo ter problemas mentais muito sérios ou uma falta do que fazer enorme. Na verdade, acho que é uma combinação das duas.

Esse não-relacionamento tem me feito pensar intensamente, somado a doses de SATC tudo acaba sendo pior. De certa forma tenho conseguido verificar algumas das minhas fraquezas, mas também das minhas forças. Obviamente que o que interessa e acaba por ocupar mais a mente são as coisas ruins, pra que se preocupar com as coisas boas?

Mas aí vem coisas boas de mais e isso se torna uma questão. Nunca antes na história desse país houve tanta opção. E diga-se de passagem que opções interessantes, viu.

Sempre estive acostumado a ter poucas opções, isso por uma mistura de falta de iniciativa e problemas de auto-estima/confiança. Não que esses problemas tenham desaparecido atualmente, mas a situação mudou, e eu vou apostar na barba como catalisador, pq foi a única mudança aparente. E essas opções se dão onde a aparência é o que primeiro chama a atenção.

E qual o problema de ter várias opções? Não era isso que sempre desejei, não é isso que todos querem? Poder escolher pelos mais variados aspectos? De certa forma um menu que se apresenta dinamicamente em bases diárias.

O problema em ter opções demais e quando a teoria diz que deveria haver apenas uma escolha. Uma escolha que já está meio feita. E digo meia pelo fato de uma não formalidade. E entre nisto todos os posts anteriores, a questão da liberdade como prisão, a questão da escolha de um entre tantos, do é o que se tem (ou se escolhido) pra hoje, a questão do medo alheio e etc.

É confuso, mas essa é a primeira vez em que parece que o problema não sou “eu”. É algo no sentido “ei, se vc não tomar conta, outra vem e ganha”. Mas no final é igual, não é tentar chamar a atenção de x quando o resto alfabeto só tem olhos para você?

O que mais incomoda é que realmente parece ser bom, parece ser interessante, eventualmente parece ter futuro. O presente não é ruim quando se está juntos, mas separados todas as opções aparecem e e aí?

Também é engraçado que uma pessoa que teria o pq falar tudo contra, por ser parte interessada, acabou falando algo que realmente pareceu adequado: conhecer outras pessoas acontece, mas se vc estiver “fechado” não será nada mais do que aquilo. O que significaria ser possível conhecer outros e ainda se manter com um. Mas, caso esse outro conseguir passar pela barreira, ué, isso é totalmente normal. Beijo, abraço, foi legal te conhecer X, agora vamos tentar o Y.

A ideia, e acredito que a dele seja essa, é não se preocupar até que seja a hora. E tentando recordar, pq com o último passar um tempo dessa mesma forma, apesar que sem opções, me pareceu tão fácil? Será que não lembro direito? De qualquer forma, Tx2 e podemos pensar em formalizar algo. Ou não. Até lá a loucura continua, dps disso a loucura permanece.

E quase que aquela música da Maysa (adaptada): Todos acham que eu escrevo demais, e que ando pensando demais. Que essa vida agitada não serve pra nada, andar por aí bar em bar, bar em bar.

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E como sempre uma série de questões aparecem no meio da noite.

Dessa vez começou com um tema e terminou com outro. Faltam-me interlocutores, diálogos que permitam que as coisas sejam realmente discutidas, que pontos de vista diferentes sejam expostos, argumentos debatidos e tal. Hj tive um pouco disso e isso me ajudou a pensar.

Primeiro que percebi que muitas vezes sou capaz de defender a ideia alheia até melhor do que a minha própria. O que é engraçado, pq mesmo não necessariamente acreditando, consigo defender da mesma forma que se acreditasse. Isso pode ser útil em alguns casos, nem tanto em outros.

Derivado do diálogo e dessa percepção acima, percebi que parte do que sinto pode ser, talvez, classificado como “medo alheio”. A vergonha alheia todos conhecem, vc se sente envergonhado pelo que ocorre com outra pessoa ou pelo que ela faz (e deveria se sentir vergonha por tal).

O medo alheio, pelo que estou a analisar, segue essa ideia. Vc acaba por sentir o medo, ou medos, que a outra pessoa deveria sentir ou, pior, que vc acredita que a pessoa deveria sentir.

No caso em questão me parece que o medo seria de “perder”. Isso significa dizer que eu teria medo de que a outra pessoa me perca. E sim, isso é um absurdo que eu mesmo estou tentando entender.

Seria possível compreeender isso de pelo menos duas formas: 1) esse medo alheio nada mais seria que um espelho de um medo meu (perder a outra pessoa); 2) esse medo representaria o receio de que a outra pessoa não estaria fazendo o necessário para me manter ao seu lado.

A primeira forma é a mais básica e não me parece que se aplica, a segunda é mais interessante, apesar de que deve ser avaliada em perspectiva. Até certo ponto eu poderia dizer que, apesar de tudo, não há comportamento que me faça desistir ou afastar, portanto, a questão não seria exatamente fazer o necessário para manter. Talvez seja uma interpretação minha do que deveria ser necessário, não do que realmente é, ou seja, o problema não reside no comportamento efetivo, mas na falta de um comportamento esperado.

Mas, quem disse que o comportamento esperado seria o melhor ou mais adequado? Se o comportamento efetivo é satisfatório, pq exigir outro? Por costume, isto fica claro.

Mas, a questão que está por trás é o que realmente importa. O pq desse medo? Pq ter medo de alguém te perder? Estaria eu me achando bom o suficiente ou demais que não deveria ser perdido? Ou estaria eu buscando nesse medo de perder, que o outro deveria sentir, uma forma de validar a ideia de que sou bom o suficiente? Não ter medo de perder significaria que sou de fácil substituição e, portanto, apenas mais um?

Eu já tenho problemas demais sentindo meus próprios sentimentos, agora só me falta sentir sentimentos alheios ¬¬.

Enfim, de alguma forma terei.que resolver isso. A questão da liberdade como prisão permanece. E os sinos continuam a dobrar…

Uma frase que achei otima no SATC: After a while you just wanna be with the one that makes you laugh.

Resume de certa forma o contrato anterior: apenas enquanto estivermos felizes. Bom, pelo menos por enquanto ainda me faz sorrir… mas também me faz pensar demais.

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E esses sao os dias de nosso carnaval.

Post parte 2, uma vez que a questão foi discutida.

Pois bem, a questão da culpa, até certo ponto, não parece ter grande influência, apesar de existir. É ao mesmo tempo o benefício e o.malefício da prisão da liberdade. Na verdade acho que a não influencia se deu mais pelo pós discussão do que pela análise do fato em si.

Agora sei que isso também incomoda e talvez da mesma forma, apenas existe um véu protetor, utilizado para não deixar tudo transparecer, o que é de se esperar. Da mesma forma, a possibilidade de ocorrer também me deixa inquieto, apesar de compreender que fosse mais por revide de que outra coisa. Enfim.

Por outro lado, tudo fica em uma questão de escolha, fazer ou permanecer ou não. Tenho permanecido, o interessante é que me parece que esta escolha é feita muito mais no sentido da “essência” do que “aparência”.

Alias, me parece que a aparência nunca foi questão determinante. E isso e engraçado. O último pode ter fugido desta regra, mas todos merecem uma fugidinha, não? Por outro lado, existem questões comportamentais “não ótimas”, mas que me parecem mais resultado de processos não adequados do que “determinações” imutáveis. Quem sabe não seja hora de sentir na pele o que os outros sentiram?

Tem sido satisfatótio, adequado. Me sinto bem, apesar do que parece parecer aos que de longe – ou mesmo perto – olham. O que importa é que esteja tudo satisfatório, não?

É o que tem para hoje, sim. Mas é também o que tenho escolhido para esses dias.

No final a questão sempre será “para quem os sinos tocam?”

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