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Archive for fevereiro \27\UTC 2014

É o que tem pra hj?

É engraçado, algumas vezes aparece a oportunidade de vc poder fazer o que quiser. Em teoria sem maiores repercussões.

A mesma teoria diz que a outra parte tem o mesmo direito, portanto, a mesma oportunidade. É justo.

Porém, se existe a possibilidade e ela não é utilizada pela outra pessoa, uma escolha particular dela, isso faria com que fosse errado vc aproveitar a sua? Afinal, se os dois possue a mesma possibilidade, e um desiste de a aproveitar, pq o outro deveria desistir também?

Ao dar a oportunidade, mas recusar a propria, a pessoa acaba por transferir todo o peso da decisao de aproveitar no outro. Isso significa que ao aproveitar a oportunidade vc o faz por sua escolha e sabendo que o outro, em seu lugar, e em teoria, nao aproveitaria.

Assim, aproveitar pode, em um segundo momento, se tornar uma questao a ser utilizada. Mas, ao mesmo tempo, e uma questao que fica sendo de responsabilidade unica. Assim, qlq culpa ou remorso fica sendo de sua propria responsabilidade.

Ai fica a questao: aproveitar a oportunidade somente pq ela existe, assumindo qlq autojulgamento moral e eventuais criticas da outra parte, ou deixar tudo para la, se concentrando no objetivo maior?

E esses sao os dias de nossas vidas…

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Desta vez não é pelo sex and the city. Estava pensando e notei que eu poderia facilmente escrever sobre o sexo e a cidade. Tinha até pensando em fazer um blog sobre isso, contando alguns “causos”, mas achei melhor não. Vai saber quem poderia ler e descobrir seu autor.

Enfim, tenho refletido sobre diferentes questões, como os posts anteriores mostram, e esse processo tem sido muito interessante. Me permite contrapor diferentes percepções e diferentes interpretações sobre estas coisas que acabei tendo ao longo do tempo. Posto em perspectiva, é interessante verificar como certas coisas mudam tanto e certas coisas permanecem as mesmas.

E é sobre as que permanecem as mesmas que estou a pensar hoje. A ideia básica que tenho seguido nesta progressão, que parece interminável, apesar do que eu gostaria, me mostra um certo progresso de um lado, mas um certo “atraso” de outro.  Mudar seu pensamento sobre certas coisas não garante que você mude sua forma de agir, e isso é engraçado, afinal, há quem diga que uma vez que sua mente muda suas ações também mudam. Não parece ser o caso em todos os casos. Na questão em questão, verifico que além da questão do ciúmes, já discutida aqui, leva a outras questões. Uma vez que você sente ciúme de alguém, é de se esperar que o comportamento que causa isto em você não seja por você reproduzido. Simplifico: se você tem ciúmes de alguém por ela dar atenção demais a outras pessoas, seria “justo” que você não desse atenção demais para outros, certo? Afinal, se você, mesmo que em teoria ou imaginação, considera isto – por parte do outro – como causa de ciúmes, pq você daria a mesma oportunidade fazendo aquilo que condena? Revanche? Vingança? Emily Thorne?

O revanchismo não me parece algo tão absurdo, se pensarmos bem é até “natural” que você venha agir da mesma forma que o outro para que o outro, ao perceber esta forma de agir e se incomodar, caso se incomode, não estaria você demonstrando o que você sente? Permitindo que o outro, através da experiência, verifique o incômodo que causa ao fazer o mesmo?

Não seria isso infantilidade? Mas é claro que sim, pq não seria? Mas não somos todos infantis? Alias, em alguns casos a “sociedade dos pequenos” acaba funcionando com um senso de justiça e harmonia maior do que a “sociedade da gente grande”. Enfim, discussão para outro dia. De qualquer forma, a questão talvez não seja a revanche ou a vingança, pelo menos no caso concreto.

A considerar o caso concreto, e partindo da noção de que se não existe nada e nada existe, e considerando que este nada – mesmo que no final seja algo, pq algo pode ser – e não existindo regras, e sem regras não podendo haver sanções ou cobranças, logo, por uma questão de lógica, não poderia haver nada que dentro desta estrutura – que não existe – houvesse coerência. A resumir: se você não tem um relacionamento sério, não pode cobrar fidelidade, da mesma forma que se você não tem um contrato de trabalho não pode punir alguém por estar atrasado.

Porém, e eis a questão, é como mesmo com uma série de mudanças e sabendo da situação e como ela é, pq eu permaneço a agir como se tudo fosse diferente? Pq não pegar as liberdades que a situação oferece e as aproveitar? O que haveria de errado nisso? Se não há regras ou limites, pq se limitar? Qual a dificuldade de entender que existem processos sociais que passam por diversos estágios e que, a cada estágio, novas opções, possibilidades e estruturas surgem e, portanto, mal não faria em aproveitar as que se apresentam no presente momento. Enfim, é interessante ver como velhos hábitos não morrem facilmente. É uma coisa meio que pavloviana, você escuta um sino e já espera o agrado. O problema é que os sinos não tocam somente para você.

E, se os sinos tocam a uma boa distância, deveria você permanecer esperando a recompensa ou deveria sair matando o cachorro a grito?

Considerações…

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Concluo que nao posso assistir sex and the city. Por mais besta que possa parecer, esta série me faz pensar sobre determinados assuntos e conceitos. E como eu adoro refletir sobre conceitos.

Por uma coincidência imensa o tema de um dos episódios de hoje foi honestidade. A pergunta: em um relacionamento, seria a honestidade a melhor política?

Uma pergunta extremamente interessante, em particular para mim. De uma forma ou de outra sempre exigi honestidade em um relacionamento. Obviamente qie exigir não adianta, então na verdade era apenas uma questão de esperar que o outro fosse honesto.

Eu, por minha vez, fui honesto. Dentro dos conceitos, acordos, “contratos” acredito que tenha oferecido honestidade. Pelo menos sei que na única vez onde foi realmente necessário ser honesto eu fui. Quase que imediatamente, diga-se de passagem (o que não é reconhecido como algo positivo, não entendo o pq).

A pergunta torna-se: foram honestos comigo?

Essa pergunta não possui uma resposta simples. Na verdade não existe uma resposta adequada. Podem ter sido ou podem não ter sido. A questão remete aos dois lados. De um lado a pessoa pode ter falado a “verdade” e eu não ter acreditado, tanto quanto é possível que tenham mentido e eu escolhido acreditar.

Portanto, como a honestidade deve ser compreendida? Ou verificada? É honesto aquele que fala a verdade? (Considerando que a verdade pode representar apenas uma interpretação da pessoa sobre fatos) ou seria honesto aquele que pareceu ser honesto? a honestidade reside em que? Falar o que ocorreu ou acreditar no que foi dito?

Em discussões ouvi que eu não deveria ter revelado nada, que uma vez que houve o fato, eu deveria agir considerando o pq do fato e nao o fato em si. Ou seja, o que levou a tudo isso deveria ser o motivo de agir e não o ato isolado. Isto, de acordo com alguns interlocutores, levaria ao mesmo resultado, porém de forma menos agressiva ou traumática. Concordo em partes com isto.

Acredito que também estive do outro lado. E neste lado estando posso opinar como gostaria de ter sido tratado. E posso afirmar com absoluta certeza que gostaria de ter conhecimento do fato e, se possível, saber o pq do fato. Perguntei sobre possíveis fatos, obtive como resposta a inexistência de tais fatos, escolhi acreditar. Porém, fica sempre a dúvida, será que o que foi dito é a verdade? Eu escolher acreditar faz da resposta uma verdade? Se verdade não for, seria a melhor opção a esconder? Afinal, o resultado seria o mesmo.

Ser honesto, sincero, direto pode machucar os outros. Mas mentir,  ser falso pode ser melhor? Mentir e ser descoberto não é pior? No final a questão fica entre machucar sendo direto ou com a verdade, machucar com uma mentira ou deixar um suspense, que também pode machucar.

Eu acho que prefiro a sinceridade, a honestidade mesmo que cruel. Prefiro ser apunhalado de frente, olhar nos olhos daquele que machuca. Não sei se já tive um relacionamento tão honesto e direto assim, até pela questão do acreditar ou não no que é dito, mas acredito que seria algo interessante.

Afinal, no final acabaria machucando do mesmo jeito.

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Uma vida sobre o nada

Na internet nao e nada dificil encontrar alguem escrevendo algo que termine com “produçao?”. Nao sei de onde isso veio, mas a ideia de brincar que a vida e um programa de tv deve ser muito antiga. Alguns se enxergam em um programa de auditorio, outros em uma sitcom americana, em um musical… a lista e longa.

Eu, particularmente, sempre vi minha vida ou como um musical ou como uma sitcom. Quando musical sempre algo dramatico como O Fantasma da Opera ou Os Miseraveis. Quando sitcom algo como Friends ou Seinfeld. Por questoes que nem sempre sao de meu controle a epoca de Friends terminou, nao da pra continuar esse formato com 2 ou 3 amigos. So se fosse algo como Two guys, a girl and a pizzaplace, mas ai faltaria a pizzaria.

Seinfeld sempre foi a serie que mais me identifiquei. Uma serie sobre o nada! Mas que na verdade era sobre tudo. Todos os aspectos e situaçoes podiam ser tema de um episodio. Pra mim e mais facil me relacionar com a ideia de um episodio onde estou perdido no shopping ao procurar o carro do que ficar sentado em um cafe conversando.

E Seinfeld acabou influenciando uma serie de pensamentos e, por que nao, açoes. Discussoes terminam por si so. Todo ralo e ralo. Talvez o dingo tenha comido seu bebe. Enfim, frases bestas, situaçoes cotidianas, a vida como ela pode realmente ser. Talvez a companhia certa seja alguem influenciado por eles tambem.

Talvez o fim perfeito seja sentar na frente de alguem, começar a falar e se perguntar “mas ja nao falamos sobre isso?”.

Enfim, de novo sex and the city em uma noite de calor. Frases que me fizeram lembrar de livros, de situaçoes ja vividas. Talvez eu devesse ter assistido essa serie. Sei que, pelo nome, ja tive algumas pontas nela, por assim dizer.

Enfim, a vida sempre e sobre o nada. Apesar de ser sobre tudo. As coisas parecem novas, mas sao repetiçoes, as repetiçoes trazem algo de novo. E estranho. Mas divertido.

Saiba fazer seu pedido ou entao sem sopa para voce.

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O sexo e a cidade

Eis que em uma noite de calor me vejo passando pelos canais, a falta de programas interessantes me faz parar em um canal.que passava a famosa série “Sex and the City”.

Engraçado, mas nunca tinha assistido um episódio, assisti o filme, na verdade assisti fazendo outras coisas, então a atenção nao era exclusiva. Enfim, nesta noite peguei um episódio pelo meio e desta vez a discussão era sobre traição, assunto muito interessante.

A pergunta era algo do tipo “o qie.significa traição nestes tempos tão confusos?” Essa pergunta e interessante e cada uma das meninas deram exemplos sobre como os homens que ficaram viam a traição. Um acreditava que um beijo não era, outro que transas abaixo da rua 32 não eram e por ai vai. Uma chegou a dizer que traição so existe quando se sabe que aconteceu, o que os olhos nao veem o coração nao sente ou algo assim.

Para mim a ideia de traição sempre foi clara. Trair é agir de forma intencional e efetiva para obter contato sexual com outro que não seu parceiro fixo. Isso leva a noção de que algo apenas virtual não seria trair, da mesma forma que um acidente (se é que é possível) também não seria.

Mas, o que me faz escrever esta noite não é a traição. Nem sei a razão, fora mencionar a série, que falei sobre isso. A questão que queria discutir seria o ciúmes.

Um sentimento interessante. Para mim sempre esteve ligado a um.sentimento de posse e o receio de perder essa posse. O problema é que geralmente ciúmes se sente por outra pessoa, logo seria o mesmo que dizer que você tem um sentimento de posse por outra pessoa.

Também sempre achei que relacionamentos envolvem a noção de posse. A ideia da mãe que tem SEU filho, o filho SUA mãe, um namorado SEU namorado(a). Sempre um pronome possessivo, sempre a ideia de que alguém é de alguém. Rousseau disse uma vez algo como “o primeiro que cercou uma rosa e disse ‘ela é minha'” seria o responsável pela origem da desigualdade entre os homens. Eu acho que o primeiro a dizer que outro ser humano era dele, mesmo que no sentido da ligação familiar, fraterna, foi o responsável. Considerar ser de alguém ou ser de alguém considerado também cria certa assimetria. E essa assimetria, aplicada aos casos amorosos leva ao ciúme, ou seja, a ideia de que sua “propriedade” pode ser perdida para outro, tornando-se o receio, além de outros coisas, a base do ciúmes.

Porém, se admitirmos que este sentimento, desde que controlado e não provocando danos, é natural e faz parte dos relacionamentos amorosos, como explicar este sentimento em “não relacionamentos”, ou seja, em uma forma de se relacionar que não assume, mesmo que temporariamente, um padrão especifico ou não se assume como um relacionamento sério?

Significaria, então, que existe um sentimento prévio de posse, antes mesmo de um comprometimento? (Não que a posse deva existir de qualquer forma). E se existe, significaria que há outros sentimentos, mesmo que nascentes? Se existe o medo, receio da perda, significa que existe a intenção de possuir?

Por enquanto me parece que a resposta é sim. E é essa resposta que faz pensar. Na verdade, me faz querer ir contra esse tipo de sentimento, uma vez que pode ser altamente danoso e pode, no fim, se colocar como obstáculo a manutenção, criação ou desenvolvimento de algo.

Enfim, são esses os pensamentos desta noite.

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