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Archive for março \28\UTC 2010

Talvez o post mais pessoal até então…

Uma pessoa como eu, que baseou sua vida em conceitos e teorias, também acaba por planejar as coisas nos mínimos detalhes (com base nos conceitos e teorias que acredita). Quando entrei na faculdade eu tinha absolutamente tudo planejado… Eu sabia que caminho iria seguir, com quem iria conversar, como poderia obter e manter cargos e posicições ao longo do tempo… E claro, também planejei como seria o fim disso…

Quanto entrei na faculdade havia planejado que a noite da minha formatura seria ideal, teria meus amigos, meus companheiros e alguém especial… Durante os 4 anos da minha gradução muita coisa mudou… Inclusive os planos que tive…

Essa mudança de planos me fez escrever em minha monografia, dentro dos agradecimentos aos meus companheiros (aqueles que tive ao longo da vida e ao longo da minha gradução), uma pequena parte dizendo:

“Lamento por nenhum destes poder dançar em minha formatura, nesta dança não
haverá um par.” (eu; 2009: p. vii)

E quando escrevi isso, havia traçado um novo planejamento… Uma vez que não havia ninguém especial para compartilhar deste momento, não haveria par em uma dança… E como não havia com quem partilhar a dança, com quem comemorar esta vitória, eu decidi que não faria a festa da minha formatura… E assim era para ter ocorrido… Minhas grandes amigas não me permitiram faltar neste evento, e eu não poderia deixar elas decepcionadas e então, na noite de hoje, eu compareci a festa da formatura…

Foi uma noite maravilhosa e totalmente divertida, fiz e refiz contatos, conversei, bebi, realmente me diverti… Mas, é claro, percebi que algo faltava nesta noite…

Você não estava lá para dançar comigo, não estava lá para me fazer rir, para brincar com meus amigos, não estava lá para me irritar sendo mais sociável do que eu, brilhando na minha noite, mas me deixando saber que eu brilharia por toda nossa vida…

Você não estava lá para me abraçar, para me beijar, para me fazer sentir seguro… Não estava lá para discutir por bobeiras, para me ver me divertir como antes eu não conseguia me divertir, para ver os amigos que fiz durante os 4 anos, para ver o quanto eu mudei ao longo do tempo…

Você não estava lá para demonstrar cansaço ou para sentar comigo na mesa, não estava ali para colocar a mão em minha perna ou me abraçar encostando o queixo no meu ombro quando eu fiquei depressivo por ver tudo o que tive finalmente acabar…

Não estava ali para rir junto comigo ou chorar durante uma briga besta… Você simplesmente não estava ali… Não estava ali para ir embora comigo, para me abraçar durante a volta, para estar agora na cama esperando eu terminar de escrever algo no meu blog para finalmente podermos nos abraçar e dormir por longas horas, dormir calmamente e na segurança que nossos braços e abraços poderiam nos dar…

É engraçado… tenho analisado tanta coisa, revisto meus conceitos, tentado os descontruir e certas coisas permanecem… Quem ler isso poderá dizer que sabe exatamente o que e sobre quem estou escrevendo, e até para mim, nesta manhã, para estar muito claro… Porém eu ainda me pergunto sobre quem é o sujeito deste texto, quem seria você???

Seria alguém que já esteve comigo durante algum tempo como as palavras parecem mostrar? Ou será que você representa nada mais do que o vácuo causado pelos anos de vacância estabelecida nesta parte específica da minha vida? Seria você alguém que já existiu ou que deveria existir? Talvez a pergunta seja, será que este você existe? Mesmo que longe, perto, tendo feito parte da minha vida ou um desconhecido, você existe?

Eu não sei responder… sinceramente não sei… Sei o que senti, mas não sei o que sinto… não saberia responder se o que senti ainda existe, ou se poderá novamente existir… O problema é não somente este, pois ainda parece que estamos discutindo alguém em específico… Meu maior problema é ainda ter a dúvida de que, em um futuro, poderei sentir aquilo que senti uma vez…

Meu sentimento hoje é esse… eu não sei precisar quem você é… mas você fez muita falta hoje… e tem feito muita falta ultimamente…

Entendam como quiser… delírios e mais delírios… meus e seus, nossos…

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Pelo jeito fiquei sem postar por muito mais tempo do que deveria, mas sem problemas… Durante este tempo muitas coisas aconteceram…

Tudo relacionado a uma questão de inércia, de falta de ânimo para mover-me…

Pois bem, fiz uma última tentativa de verificar se determinadas aparências poderiam resultar em fatos mais essenciais, obviamente que, e seguindo a tendência, não se comprovaram assim. O resultado foi muito simples, uma vez que mais isso não se mostrou como eu gostaria resolvi agir da forma oposta, para demonstrar apenas que eu podia… E no final até que resultou em algo interessante, mas, como tudo, algo que me deixou um pouco mais confuso… Ao mesmo tempo que parece ser interessante não sei o quanto e por quanto tempo… Deixaremos as coisas acontecerem, não há o pq não fazer assim…

Preciso desconstruir meus conceitos, percebi que alguns deles, até os mais simples, acabam por prejudicar certas atitudes e possibilidades… A questão é de me sentar e começar a duvidar de tudo o que eu acredito, ou tudo o que acreditei… Tarefa complexa, uma vez que muito do que acredito aprendi no meio ambiente que vivi e das experiências que tive… Terei que separar o que realmente pode ser entendido como verdadeiro e o que é apenas uma interpretação.

Interpretações podem mudar ao longo do tempo… E é isso que devo fazer, descontruir meus conceitos, desenvolver novos conceitos baseados em coisas que podem ser entendidas como “verdades” e lançar novas interpretações sobre elas…

Acho que uma revisão histórica dos meus conceitos ajudará bastante… talvez eu comece pelo conceito de amizade, esse conceito me levará ao conceito de amor mais geral e poderei me aprofundar no conceito mais específico… Entendendo amizade, amor geral e amor específico poderei me debruçar sobre conceitos correlatos a estes, e interpretações que fiz sobre as coisas com os velhos conceitos e as interpretar com os novos…

Parece um bom caminho a seguir… aparência é tudo em uma sociedade pós-moderna não???

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Hoje ocorreu minha colação de grau… O que signfica que a partir desta noite sou oficialmente um Bacharel em Relações Internacionais…

Possuir um grau acadêmico não muda muita coisa, o conhecimento sim, as experiências com toda a certeza…

Fui muito feliz na faculdade, consegui tudo o que eu queria, eu literalmente brilhei… Foram os 4 anos mais felizes que tive… Eles terminaram, a felicidade também (em certos pontos permanece uma centelha)…

Paro de trabalhar oficialmente amanhã, mais um ciclo chega ao fim, e tudo isso perto do fim do ciclo desta semana…

Semana que vem tudo recomeçará… Um novo processo de análise será lançado e conceitos vão cair por terra…

A vida muda… a minha está para mudar…

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Discuti nos meus dois últimos post (os menores que tive) sobre a questão de descontruir alguns conceitos que tenho como verdadeiros até hoje. Tive algumas comprovações de que esse é o caminho a seguir e hoje também essa idéia foi reforçada…

Cada dia que passa isso parece ser o mais certo a fazer, e por incrível que possa parecer estou me sentindo com certas esperanças. Aqueles que me conhecem um pouco melhor sabem que eu considero a esperança um sentimento não muito bom, entendo que você possuir esperanças acaba por prejudicar muito mais do que ajudar…

Afinal, ter a esperança de encontrar alguém legal é importante, mas não encontrar esse alguém derruba essas esperanças, é claro que se você possui a esperança e encontra esse alguém você se sente absurdamente bem, aquilo veem de encontro ao que você esperava. O problema é quando isso não acontece (e sejamos sinceros, normalmente não acontece) e aí suas esperanças são destruidas e isso é algo que dói muito… Isso se aplica a todas as situações, esperar (no sentido de ter esperança) um novo emprego ou uma promoção, uma nota alta no trabalhado da faculdade, uma boa noite com os amigos, ter escolhido um filme legal… Tudo que envolve a esperança também envolve a possibilidade da desilusão (uma vez que, em termos, a esperança é uma ilusão de que tudo se dará daquela forma), e essa desilusão é altamente destrutiva…

E quando você não espera nada? Quantas vezes você não saiu de casa para algo, não tendo nenhuma esperança ou até achando que tudo daria errado e tudo foi maravilhoso? Você não queria ir naquela balada, mas acabou sendo a melhor ever? Não queria assistir aquele filme que parecia um saco, mas é na verdade muito loko? Não queria encontrar aquela pessoa e ela se mostrou mega interessante?

Quando você não tem esperança, ela não pode ser destruida, inclusive, ao não ter esperança e as coisas não sairem bem, você saí ileso, você não esperava nada de bom, e nada de bom aconteceu… Mas e se acontecer? Se você não espera nada de bom e algo de bom acontece é, muitas vezes, até mais especial e mais interessante do que quando você tinha esperanças… Esperanças levam a idealizações, a construção de ilusões, de tipos ideais… Ter um primeiro encontro com esperanças significa sair de casa com uma imagem pré-estabelecida de como as coisas poderiam acontecer, essas idéias acabam por atrapalhar… “Ah, foi tão legal, mas eu achava que ele teria mais iniciativa, Ai eu esperava que ele me levasse em tal lugar”… Idéias pré-concebidas cria pré-conceitos e parâmetros de avaliação… Você analisará o encontro (ou o que seja) de acordo com aquilo que você esperava… E de novo, sejamos sinceros, muitas vezes temos padrões mais altos do que o que se costuma conseguir…

São esses alguns dos motivos que me fazem acreditar que a esperança não é algo bom ou interessante de se sentir… Mas desta vez sinto uma pequena ponta de esperança, talvez por ter visto um processo similar em Descartes e ter visto um resultado tão interessante… Mas o mais importante é que depois de tanto tempo é muito bom saber que ainda resta um pouco de esperança, mesmo eu acreditando (por enquanto) que ela não é tão útil ou benefica, ter esperança significa que nem tudo está perdido…

Estou louco para sentar e começar a pensar nos meus conceitos e como os descontruir… Espero que essa experiência me mostre novos caminhos… Se algo der errado, não haverá problemas, meus antigos conceitos ainda estarão lá… Ou então criarei novos…

Se o meu mundo cair… Eu que aprenda a levantar… =]

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Ontem tive uma noite maravilhosa… Com grandes amigos, discutindo a vida, a filosofia e os caminhos a seguir…

Ontem tive a confirmação que devo descontruir diversos conceitos que tenho… Conceitos que me ajudaram a chegar até aqui, mas que não me permitem ir muito mais longe…

Ontem não postei pois estive ocupado com os preparativos para a noite, hoje também…

A desconstrução começara semana que vem… Tempo não faltará…

Mas o que é o tempo???

Qual é a estrela mais brilhante do céu?

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Serei breve, estou cansado…

Decidi que farei um exercício filosófico e irei desconstruir diversos conceitos que construi durante minha vida. Irei escolher algum conceito e tentarei seguir o método de Descartes, muito interessante alias… Não chegarei a discutir a existência em si, mas algumas das coisas que parecem existir para mim…

Também pretendo me debruçar sobre a filosofia de um assunto que me causa espanto, que utilizo a razão e que pretendendo chegar a “poiesis”.

Amanhã talvez terei outro post curto, mas compensarei ao longo do tempo…

Eu penso, eu existo…

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Como discutirei um conceito e para tal devo definir o que é um conceito… Utilizo o dicionário Houaiss para tal, segundo este um conceito é uma “representação mental de um objeto abstrato ou concreto, que se mostra como um instrumento fundamental do pensamento em sua tarefa de identificar, descrever e classificar os diferentes elementos e aspectos da realidade”. Assim sendo posso discutir o meu conceito de amor, pois ele é minha representação mental e instrumento essencial para discutir determinadas realidades…

Muito se discute sobre o amor, e eu já discuti muito sobre o amor com meus amigos, e antes de eu definir o que entendo como amor hoje eu tinha aquelas idéias básicas (que talvez muitos compartilhem) de que só se pode amar uma vez e etc. A grande problemática do amor é que ele é tão relativo que não existe um conceito de amor, não existe uma definição para isso, o que pode levar a diversas interpretações…

Eu achava muito complicado acreditar que as pessoas apenas podem amar uma vez, eu não entendia a lógica por trás disso, não entendia como isso poderia funcionar. Amar uma vez significa dizer que se eu deixar a pessoa que amo nunca mais poderei amar outra pessoa, e se eu não posso amar outra pessoa, como poderei viver ao lado deste outro alguém? E quantos de nós não acreditou amar alguém quando jovem… E se isso fosse verdade teriamos então perdido nossa chance? Sempre considerei um pensamento muito complexo e muito pessimista esta idéia de só se amar uma vez…

Durante minha infância e adolescência eu me apaixonei diversas vezes (como todos), mas foi somente quando conheci meu primeiro namorado que comecei a pensar no que seria o amor e como eu poderia saber se o que eu sentia era verdadeiramente o amor, já que se não existe definição geral eu não poderia ter um exemplo a seguir (e aquilo que meus amigos diziam ser amor não me parecia o ser). Comecei a tentar definir então o que seria o amor para mim, um conceito particular que poderia ser utilizado como base para qualquer análise futura, o que eu entendia por amor?

Eu sabia o que era gostar de alguém, o que era estar apaixonado… O amor não deveria ser algo a mais? Algo mais forte e mais intenso? Então o amor não significaria que eu estaria a gostar dessa pessoa da forma mais intensa? E assim sendo, não seria lógico afirmar que gostar de alguém intensamente é o mesmo que gostar dessa pessoa mais do que se gostou de qualquer outra?

Mas se eu gostar mais de você de qualquer outra pessoa, e entender que eu te amo, mas no futuro gostar mais de outra pessoa do que de você (ou seja, a amar) isso inválida o que senti por você? Eu não te amei? Não creio que amar uma pessoa torne inválido o amor que se sentiu por outra pessoa anteriormente, entendo que existem diversos tempos para o amor. Então meu conceito leva em consideração que o amor pode ser sentido diversas vezes, basta para isso sentir algo tão intenso do que foi sentido anteriormente.

Amor é gostar de alguém como nunca se gostou antes, sendo que um novo amor não inválida o amor sentido por outra pessoa em outro momento (não creio ser possível amar duas pessoas no mesmo momento).

Entendido meu conceito de amor, agora temos a parte mais interessante: a prisão que ele cria…

Desenvolvi um conceito de amor que me permite amar diversas vezes, me permite dizer que amei pessoas diferentes em momentos diferentes e permite que haja a esperança de um novo amor (afinal eu poderia gostar de alguém mais do que gostei da última pessoa que amei). O problema é que o mesmo conceito que me deu a liberdade de sentir e sonhar é o mesmo conceito que se tornou uma prisão para mim…

A última pessoa que amei foi meu segundo namorado, foi com ele que senti algo tão intenso que nunca havia sentido antes. Quando terminei meu namoro, não o terminei por falta de amor, mas sim por outras diversas razões, e sempre soube que eu o amaria eternamente (uma vez que eu havia sentido o amor por ele, e sendo meu conceito flexível, sempre poderia considerar que o amei) apesar de que na prática tudo pudesse mudar. Quando conheci meu terceiro namorado (o último) via a possibilidade do amor acontecer, se eu sentisse por ele algo maior ou mais intenso eu poderia considerar o amor… Os dias passaram, eu gostava cada dia mais dele, sempre mais… As semanas passaram, os meses passaram e eu percebi que eu não o amava, gostava muito dele, mas não sentia algo tão intenso, o que sentia por ele já havia sentido por outros… Meu conceito me mostrava isso, a lógica que desenvolvi dizia que aquilo não poderia ser o amor, aquilo não batia com o conceito…

E eu terminei este relacionamento por isso, não poderia ficar com uma pessoa que não amasse, não seria justo comigo ou com a pessoa, creio que relacionamentos duradouros devem se basear no amor, no companheirismo, na honestidade etc. Esse relacionamentos devem ser verdadeiros, e deixar que alguém goste de você intensamente (não digo que ele me amasse) enquanto você não enxerga a perspectiva do amor acontecer é algo totalmente injusto, e eu não poderia deixar isso acontecer…

O engraçado é que a única coisa que faltou foi sentir algo mais intenso do que havia sentido, em todos os outros aspectos esse relacionamento era perfeito, costumo dizer que este último namoro foi o melhor namoro que tive, era simplesmente fantástico…

Até hoje não senti algo tão intenso por alguém, alias, muitas vezes não sinto nenhuma intensidade… Posso dizer que não mais amei depois do meu segundo namoro, e a grande ironia de tudo isso é que meu conceito é que me faz estar preso a essa idéia, não amei pois não gostei de alguém mais do que gostei dele (meu segundo namorado). Para ser sincero somente uma pessoa chegou a me dar esperanças de que eu era capaz de sentir o amor mais uma vez, porém foi apenas uma “ficada”, durou pouco tempo e foi apena uma ilusão. Essa ilusão me mostrou que eu poderia gostar de alguém novamente (mas isso já faz muito tempo também).

Um esclarecimento de ordem prática: eu sei que a última pessoa que amei foi meu segundo namorado, isso não significa que eu tenha um amor vivo por ele, mas sim tenho a certeza de um amor que tive.

O que se pode aprender com tudo isso? Não tenho certeza ainda, sei que após tanto tempo devo rever meus conceitos… Ainda melhor, devo desconstruir alguns conceitos e dar lugar a novas interpretações da realidade… Novas visões só podem ocorrer sob novos prismas…

Continuo achando tudo muito confuso depois de escrito, espero que aqueles que se aventurem neste blog consigam entender (sei que são muito poucos, mas como eu sempre disse “somos poucos, mas bons”).

Até amanhã.

T.M

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